A dor (in)evitável


Ela chega quando menos esperamos, como o ladrão no meio da noite. Quando tudo parece calmo, ela nos assalta trazendo frieza e solidão. A dor surge como um espinho na carne. E por mais que estejamos distraídos, ela permanece lá, nos lembrando de que algo nos feriu. A pergunta que mais tenho me feito é: como fazer a dor parar? Há momentos em que nada, nem ninguém consegue amenizar seus efeitos. A dor imobiliza, paralisa. Nos torna fracos, debilitados, nos impede de caminhar. Toda e qualquer tentativa de aliviar o que sentimos parece inútil. Tentamos retomar nossas vidas, ocupar a nossa mente, sair, conversar, ver pessoas, viver. Mas esse é um adversário forte, tão forte que parece nos vencer. Talvez um dia eu encontre a resposta para a minha indagação. Enquanto isso, sinto na carne a presença da fiel companhia, que mesmo rejeitada e ignorada por vezes, está sempre lá, me lembrando de que algo não vai bem. Quem sabe um dia, ela me mostre que estou viva e me ensine o quanto vale a pena viver.

Nilzete Brito

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2 comentários:

Ilana disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Ilana disse...

Depois de um tempo, depois que os pés estão calejados de tantos espinhos, um a mais acaba sendo mais... suportável.

"Passa, passa"... eu sei como as pessoas falam demais no futuro, mas eu bem sei que dói é no presente. Não acredito que existam respostas, não perca tempo procurando-as. Esqueça as indagações e apenas sinta, sinta tanto até que você fique cansada, enjoada e imobilizada de tanto sentir. Uma hora você vai ter que acordar e levanta da cama.

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A dor (in)evitável

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Ela chega quando menos esperamos, como o ladrão no meio da noite. Quando tudo parece calmo, ela nos assalta trazendo frieza e solidão. A dor surge como um espinho na carne. E por mais que estejamos distraídos, ela permanece lá, nos lembrando de que algo nos feriu. A pergunta que mais tenho me feito é: como fazer a dor parar? Há momentos em que nada, nem ninguém consegue amenizar seus efeitos. A dor imobiliza, paralisa. Nos torna fracos, debilitados, nos impede de caminhar. Toda e qualquer tentativa de aliviar o que sentimos parece inútil. Tentamos retomar nossas vidas, ocupar a nossa mente, sair, conversar, ver pessoas, viver. Mas esse é um adversário forte, tão forte que parece nos vencer. Talvez um dia eu encontre a resposta para a minha indagação. Enquanto isso, sinto na carne a presença da fiel companhia, que mesmo rejeitada e ignorada por vezes, está sempre lá, me lembrando de que algo não vai bem. Quem sabe um dia, ela me mostre que estou viva e me ensine o quanto vale a pena viver.

Nilzete Brito

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Ilana disse...
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Ilana disse...

Depois de um tempo, depois que os pés estão calejados de tantos espinhos, um a mais acaba sendo mais... suportável.

"Passa, passa"... eu sei como as pessoas falam demais no futuro, mas eu bem sei que dói é no presente. Não acredito que existam respostas, não perca tempo procurando-as. Esqueça as indagações e apenas sinta, sinta tanto até que você fique cansada, enjoada e imobilizada de tanto sentir. Uma hora você vai ter que acordar e levanta da cama.

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"Enquanto não houver respostas, continuarei a escrever." Clarice Lispector

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